
Arcos
R$ 500
R$ 250 cada tela
Foi em Giverny, na França, em 2025, na casa de Claude Monet, diante do jardim que ele pintou por décadas, que essa diferença se revelou. Ali não se vê arte, respira-se arte: a paisagem e a beleza deixam de ser observadas e passam a ser atravessadas, e o tempo corre em outra medida.
Foi entre aquele jardim e as salas dos museus franceses que nasceu a vontade de pintar. Levei um ano para colocar esse desejo em prática: a primeira tela é de 2026. Escolhi o relevo, e com ele a obra passa a existir em três dimensões. A sombra que a superfície projeta sobre si mesma acompanha a luz do ambiente, e a mesma tela revela um desenho pela manhã e outro ao entardecer.

Acervo

Cada obra existe uma única vez. A geometria e o tratamento da superfície permanecem de uma peça para outra; o que se transforma é a cromia.

R$ 500
R$ 250 cada tela

R$ 500

R$ 300

R$ 300

R$ 300

R$ 300

O conjunto
Quadrantes e Ritmo foram concebidas para conviver: mesma cromia, mesma altura de massa, blocos que se respondem. Em conjunto, resolvem a parede em uma única intervenção.
R$ 520
Ambas as obras, ante R$ 300 por peça
Adquirir o conjuntoLista privada
O acervo é reduzido por natureza: cada obra existe uma única vez. Quem integra a lista tem prioridade de escolha antes da publicação.
Sob medida
Dimensão, cromia e profundidade de relevo definidas a partir do ambiente. É o percurso de quem já determinou o lugar da obra e deseja que ela pertença àquele espaço.
Registro do ambiente, dimensões disponíveis e leitura do que já compõe o espaço. Definimos a cromia e a profundidade de relevo adequada ao local.
Dois estudos em pequeno formato, executados em tela, para que a escolha aconteça em mãos e não em uma reprodução de tela.
De duas a quatro semanas. A massa exige secagem lenta entre camadas para preservar o sulco. O andamento é acompanhado por registro fotográfico.
Obra assinada na face e no verso, com certificado numerado e orientações de instalação e conservação.
Sobre a Fabiana
Onde me inspirei
Sempre fui apreciadora de museus. Percorri salas na Itália, na Espanha, em Portugal e na França, além dos castelos, dos palácios e das igrejas, e das noites de ópera e de concerto. O que mais me prende são as telas que narram a história de sua época: uma batalha, uma corte, uma cena comum de rua. Diante delas percebemos que a pintura foi, durante séculos, a única memória visual que a humanidade teve de si mesma.
Em todas elas a mesma constatação: nada existe por acaso, e o significado de uma obra é sempre mais profundo do que os olhos alcançam de imediato. Há a intenção de quem a criou, o tempo que ela atravessou, e aquilo que desperta em quem a observa, sempre distinto de pessoa para pessoa.
Em 2025, em Giverny, algo se deslocou. Diante do jardim que Monet pintou por décadas, passei a olhar a matéria: a espessura da tinta, o gesto ainda visível de quem a aplicou. Depois de uma vida observando obras, ali quis fazer uma.
Por onde comecei
Comecei aos sete anos, com tricô e crochê, aprendidos com a minha tia. Vieram depois o bordado, a pintura em madeira, a cartonagem, o patchwork e as velas. Cada técnica se fixou na mão antes que a seguinte chegasse.
A música me ensinou o resto. Uma sinfonia se constrói por repetição e variação: um mesmo tema retorna transformado, e o prazer está em reconhecer o que permaneceu e o que mudou. É a mesma gramática dos pontos do tricô e dos blocos do patchwork, e é a que aplico hoje na tela.
Levei um ano para colocar o desejo em prática: a primeira tela é de 2026. Admiro profundamente a pintura figurativa, e é diante dela que costumo demorar mais nos museus. Escolhi começar pelo abstrato porque nele a matéria conduz o trabalho e o relevo define a obra. Mas a paisagem é o destino, e não por acaso a inspiração começou diante do jardim de Monet.
Sobre a arte que faço
Como trabalho
Uma tela lisa permanece sempre a mesma. Uma tela em relevo é uma coisa pela manhã e outra ao entardecer, porque a sombra projetada por cada sulco acompanha o percurso da luz. Foi essa mudança contínua que me trouxe até aqui.
Trabalho sempre a partir da geometria, e busco em cada obra o mesmo equilíbrio: formas simples dispostas até que nada sobre e nada falte. A harmonia não é um efeito que acrescento no fim; é o critério que decide onde cada campo começa e onde termina.
Trabalho em pares: duas telas que se completam, uma dando continuidade ou espelhando a outra. Separadas, funcionam; reunidas, fazem sentido. Toda obra é assinada na face e no verso, com título, ano e dimensões, e acompanhada de certificado de autenticidade numerado.
Por que escolhi as telas
Pintar me devolve a conexão mais profunda que tenho comigo mesma. Diante da tela consigo me expressar com uma intensidade e uma sensibilidade que nenhuma outra linguagem me permite, e o que fica na superfície é sempre mais do que eu saberia dizer em palavras.
Acredito que a arte cumpre, em qualquer ambiente, uma função que nenhum outro objeto alcança. Uma casa ou um escritório podem estar completos em mobiliário e ainda assim permanecer impessoais. É a obra que os torna acolhedores, porque nela reconhecemos algo de nós mesmos. Escolher uma tela é decidir com o que se deseja conviver todos os dias.
Tudo passa. A arte permanece.
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